Projeto gerido pela Confrapar conta com apoio da FUMSOFT e deve investir em mais dez empresas nos próximos três anos
O primeiro aporte de recursos realizado pelo Fundo de Investimento em Empresas Emergentes Inovadoras (HorizonTI) foi realizado nesta terça-feira, dia 14 de junho, em Belo Horizonte. O projeto, gerido pela Confrapar, conta com apoio da Finep, da Sectes-MG, do BDMG, da Fapemig e da FUMSOFT, entre outras instituições. O investimento foi feito na e-Prime Care - Gestão de Cuidados S/A, que atua no desenvolvimento de softwares para operadoras de planos de saúde, a fim de otimizar custos assistenciais da carteira de clientes, reduzir custos operacionais e melhorar a qualidade da assistência prestada pelas organizações, melhorando também os indicadores de saúde da população.
O HorizonTI tem patrimônio aproximado de R$ 20 milhões, investe em empresas nascentes do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Estado de Minas Gerais e foi criado dentro do programa Inovar Semente da Finep. A meta é investir em mais dez empresas nos próximos três anos. Para Bernardo Portugal, da Confrapar, o HorizonTI é resultado da visão de agentes públicos de Minas Gerais que acreditaram na idéia. "O BDMG e a FAPEMIG são pioneiros neste projeto. A Fapemig é a primeira FAP do País a investir em um fundo de capital semente. Conjugamos ciência, tecnologia e inovação com empreendedorismo e fizemos acontecer. Os investidores que acreditaram na idéia certamente colherão os frutos", disse.
Segundo o secretário de ciência e tecnologia, Alberto Duque Portugal, ações como os fundos de capital semente contribuem para preparar Minas para ser o Estado líder na economia do conhecimento. "Temos realizado um conjunto de ações e decisões coerentes neste sentido e a Fapemig tem sido um importante suporte", disse o secretário, que destacou iniciativas como o Sistema Mineiro de Inovação (Simi), os Centros de Vocação Tecnológica (CVTs) e o projeto Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação Aplicados (TEIA).
O diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da Fapemig, Paulo Kleber Duarte Pereira, destacou a importância da iniciativa. "É importante lembrar que fundos como esse foram as principais molas propulsoras para empresas inovadoras nos Estados Unidos. No Brasil, até 2004, era proibido usar recursos de agências públicas para investir em empresas. Hoje, temos a Lei Mineira de Inovação, que foi um marco e prevê a constituição dos fundos. Estamos em um bom momento e o sucesso dessa iniciativa vai mostrar o quanto ela é importante e pioneira", disse.
De acordo com Paulo Kleber, a ePrimeCare já havia recebido recursos da Fapemig por meio do Programa de Apoio a Pesquisas em Empresas (Pappe) antes de receber o investimento do HorizonTI. "Isso significa que a Fundação, atualmente, tem condições de apoiar todas as etapas do desenvolvimento tecnológico. É um ciclo virtuoso que começa com as incubadoras tecnológicas, passa pelo apoio à pesquisa em empresas e chega aos fundos de capital semente", destacou. Segundo Felipe Moleda Godoi, gestor do HorizonTI, o mercado de saúde suplementar tem crescido bastante no Brasil nos últimos anos, devendo faturar mais do que R$ 60 bilhões em 2010.
Com informações da Assessoria de Comunicação Social da FAPEMIG.